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o fácil desespero do absurdo não faz sentido
pois pode ser o avistar da derrota antecipada
mesmo que a perda não tenha de ser concretizada
mas há quem se martirize sem a necessidade
de o fazer por obrigação mas por devoção dá-se
e estatela-se e é engolida por uma fera qualquer
e deixa-se matar e vai contra o que é da paz
mesmo que tenha bom íntimo porque lhe fizeram
a cabeça para que fosse entregar-se à morte
pela bomba ou pela faca ou pelo automóvel
atirando-se sobre a multidão e isso só a descaso
do que é o bom princípio de querer concórdia
e não partir avisando que se vai sair com estrondo
mas é de explosão ou de gritos ou de baques
e isso não está com nada e é deveras improdutivo
porque faz mossa sem nada resolver de essencial
se não sendo o desespero que cria mais desespero
e por isso o terrorismo é niilista no mais alto grau
que se mata sem mais com catana ou com pau
nada disso surte solução mas marca posição
e é só esse o fito de chamar a atenção e ser foco
de pôr na agenda os conflitos intermináveis
de dizer e fazer o horrível como missão de vida
mesmo sacrificando e enchendo os cemitérios
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